2.6.05
MADEIRAS

A madrugada que dói, tão dói a madrugada
A sombra corrói a sombra ai a cor sobre a cor quase de cor
E estar aqui tão só sobre a falésia
com Sagres e governo em pormenor.
E estar aqui sobre o lume das areias
com pontes sobre as dunas com madeiras.
E estar aqui de azul e sobre azul, com água
parque e movimento, foz e quase lume, quase queijo
ou pedra sobre o rio, ponte, quase cais,
quando a ponte cai e se descai, como a cidade.
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"E estar aqui" lendo um poema e eram palavras e já são música, e música é o que fica das palavras do poema. Belo, belo!
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