11.3.06

11-M




Ainda dói o dia 11 de Março de 2004 e o pensamento vai para as 191 pessoas que faleceram e para as 1.500 que ficaram feridas no vil atentado terrorista de Madrid.

Fica aqui a opinião no DN de hoje de Eduardo Dâmaso (eduardo.damaso@dn.pt), intitulada "Potter ficou no comboio":


"O primeiro telefonema chegou de Santa Eugénia. O segundo, terceiro e quarto de Atocha. O quinto de El Pozo. Os bombeiros, os serviços de saúde, voluntários, atiraram-se para as ruas. Muitos cadáveres estavam sentados como se dormissem. Permaneciam com os auriculares dos aparelhos de música portáteis. Espalhavam-se cadernos de apontamentos de várias universidades e livros de Harry Potter. O pequeno feiticeiro nunca chegou à estação.

Na rua todos desejavam fazer qualquer coisa pelas vítimas. Cada madrileno queria fazer qualquer coisa por si próprio no meio do silêncio gélido que atravessava a cidade.

Outros ficaram paralisados, afundados na tristeza, como Lopez Moreno, funcionário da Renfe, que só conseguiu sair de casa ao meio dia. E chorou, chorou muito. Havia quem quisesse dizer qualquer coisa mas as palavras tinham fugido. Os que foram para Atocha transportaram feridos ao hospital, voluntariaram-se aos bombeiros, correram para os hospitais, para a morgue.

Mais do que saber se Zapatero ganhou as eleições com os atentados foi este o facto mais notável desses dias de chumbo. A alma espanhola reencontrava-se na generosidade. E preparava-se para o caudal de raiva que desaguou nas urnas eleitorais. Nenhum "aznarato" resistiria a tal fúria porque também já ninguém aguentava tanta mentira como meio de fazer política."

Comments:
Caro Mano :.

Obrigado pela tua visita lá no meu sítio.
Agradeço-te as palavras amigas e sempre bem -intencionadas.
Quanto à inscrição no Jantar, ainda vou ponderar.

Os custos da interioridade, assumem papel preponderante.

Ainda hoje falei hoje com o A.J.A.R
3abraço
 
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